quarta-feira, 20 de outubro de 2010

INTUIÇÃO: a nova dimensão da liderança.

Você já teve que tomar uma decisão sem sequer ter tempo de raciocinar? Ou se teve, simplesmente agiu contrário à lógica e à razão, se opondo a opinião pública? E no final você constatou que tal decisão foi à coisa certa a ser feita naquele momento? Pois é, se você já passou por essa situação, meus parabéns, você exerceu sua adormecida e extraordinária capacidade de intuição.

Nos meados de 1880, a lógica, a análise, a coleta de dados e a memória, combinadas, representavam 40% dos atributos presentes no processo decisório. Em 1980, esse grupo crsceu um pouco mais, chegando a casa dos 50%. Todavia, para 2030, a projeção de Frederick Hayes-Roth aponta para uma sensível queda desse grupo, que ficará na faixa dos 18% e para um grande boom da intuição, que junto com a percepção, representarão 82% do processo de decisão em praticamente todos os setores corporativos, sejam privados ou públicos.


Na medida em que olhamos para trás, percebemos como as coisas vêm se tornando cada vez mais rápidas e dinâmicas. Uma forma prática de entender a aceleração da história e a velocidade imprimida pela inovação é aquela em que se mede o tempo entre a descoberta de um processo tecnológico e a sua transformação em produto no mercado. Assim, considere, por exemplo, (obrigatoriamente nesta ordem), que a fotografia demorou 112 anos entre sua descoberta e transformação em produto de consumo. O telefone 56 anos; o rádio 35 anos; o radar 15 anos; a televisão 12 anos; o transistor cinco anos; o circuito integrado três anos; o AT 286 um ano e do 486 ao Pentium, apenas um mês. . A informação on-line está crescendo a taxa de 20 milhões de páginas por dia. Todo dia, quarenta bilhões de mensagens eletrônicas são enviadas pela grande rede, provocando um acúmulo enlouquecedor para qualquer administrador experiente.

Nesse contexto frenético é que vivem os atuais líderes, responsáveis por tomar decisões quase que diariamente no limite dos riscos impostos pelo ofício. Muitas vezes, decisões que implicam em mudanças sutis e importantes, sobretudo na gestão pública, onde os efeitos podem mexer com a vida de uma população inteira. Mesmo munido de relatórios estatísticos e dados científicos, chega um momento onde decidir vira um transtorno, mesmo para o timoneiro mais experimentado.

“O espírito do homem é

a lâmpada do SENHOR”.

Provérbios 20:27

De todas as habilidades que um administrador possua, nenhuma outra deve ser tão desenvolvida como a intuição. Com ela você pode correr riscos, sem correr perigo e, fazer escolhas assertivas e eficientes em situações críticas. Através da intuição, é possível antever fatos e acontecimentos que ainda estão por vir, semelhantemente ao capitão que sobe no cesto de gávea para esquadrinhar o mar à sua frente.

Estar mais atento aos acontecimentos a sua volta, bem como a tudo que ocorre no universo é o melhor exercício para desenvolver o sexto sentido. Foi observando o céu noturno, que Einstein teve o palpite que acabou conduzindo-o à teoria da relatividade. Foi dessa experiência que ele pode entender que a imaginação (premissa da intuição) é mais importante do que o conhecimento. No momento em que perdemos o contato com os detalhes e nos abrimos para os aspectos realmente universais da mente e do espírito, as ideias mais grandiosas e universais podem subitamente aparecer.

A habilidade de examinar um grande volume de informações sem uma agenda preconcebida e, de ainda conseguir acesso ao tesouro inconsciente de dados possivelmente relevantes, poderá tornar-se a única maneira por meio da qual os líderes conseguirão manter-se à frente dos concorrentes e principalmente de si mesmos.

A intuição, em certo sentido, sempre se faz presente, por conta da informação estar gravitando em toda a parte. É como um rádio, que pode ser ligado e sintonizado em certa freqüência e captar qualquer programa que esteja sendo transmitindo. De modo semelhante, se desenvolvermos um método de processo intuitivo, também poderemos captar as fontes de informações tanto num plano interno, como externo. Portanto, está esperando o que para posicionar sua antena e sintonizar na fascinante estação da intuição?